Os dias seguintes correram mansos em Santa Aurélia. O calor do fim do verão parecia tornar as horas mais lentas, preguiçosas. O solar Ferraz estava cheio de vida — as crianças vinham às aulas de música, Teresa cuidava das roseiras, e Amélia começava a se firmar como professora.
Mas, dentro de Gabriel, algo não se encaixava. O envelope que guardava de Adriano pesava em sua mente como uma pedra que ele não conseguia mover. Tentava fingir normalidade, mas o peso do que sabia o consumia.
Ele não er