A noite caiu sobre Santa Aurélia com um frescor leve, e o solar parecia respirar em silêncio. Isabel caminhava pelos corredores, incapaz de dormir. As emoções dos últimos dias ainda a agitavam, como ondas que não se aquietavam. Decidiu descer até o salão principal, onde a penumbra era quebrada apenas pela luz suave das lamparinas.
Para sua surpresa, Gabriel já estava lá. Estava junto ao piano, folheando algumas partituras antigas que pertenciam à família Valente. Ele ergueu o olhar ao perceber