Joaquim Bastos
Joaquim se sentou na velha poltrona de couro, que já conhecia o formato de suas costas. A xícara de café esfumaçava em suas mãos calejadas, aquecendo seus dedos firmes, acostumados com a enxada e o cabo da pá.
A brisa suave do interior invadia a casa pelas janelas abertas, misturando o cheiro das roseiras com o aroma de frango assado, batatas douradas e feijão com toucinho que fervia na panela de ferro sobre o fogão. Era sexta-feira. Samanta havia ligado dois dias antes, avisand