Alberto
O hospital da Clínica Portuguesa era um templo de mármore, vidro temperado e silêncio absoluto. As paredes reluziam em tons suaves de creme e pérola, o chão polido refletia as luzes embutidas no teto alto, e o aroma sutil de lavanda medicinal se espalhava pelo ar filtrado, abafando o cheiro típico de antisséptico.
Era um lugar onde a dor se disfarçava de conforto e o desespero era embrulhado em lençóis de linho egípcio.
Alberto saiu do quarto com passos firmes, os dedos ainda com a leve