Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla foi criada entre cinco homens que juraram protegê-la acima de qualquer império. Enquanto o mundo os conhece como os líderes mais temidos da máfia russa, para ela eles sempre foram abrigo, amor e lar. Mas um contrato de casamento político muda tudo. Obrigados a se casar com outras mulheres para manter alianças entre famílias criminosas, os cinco acreditam que conseguirão proteger Mira sem destruir o amor que construíram durante anos. Eles estavam errados. Traições arquitetadas, manipulações cruéis, um aborto criminoso que destrói o sonho da maternidade, um sequestro brutal e quase dois meses de tortura transformam a vida de Mira em um verdadeiro pesadelo. Ferida, faminta, quebrada por dentro e por fora, ela luta para sobreviver enquanto seus cinco homens mergulham em uma guerra sangrenta para encontrá-la. Quando finalmente retorna para casa, Mira já não é a mesma mulher. Seu corpo carrega cicatrizes profundas. Sua alma, ainda mais. E enquanto eles a amam com uma devoção quase obsessiva, prometendo reconstruir cada pedaço dela, uma pergunta continua assombrando todos: quem é o verdadeiro inimigo escondido dentro da própria família? Entre mansões luxuosas, alianças perigosas, jogos de poder, vingança, obsessão, ciúmes, desejo e uma paixão intensa que desafia qualquer limite, nasce uma história onde amar significa sangrar... e proteger significa matar. Porque, quando cinco reis da máfia amam a mesma mulher, eles não entram em guerra apenas por território. Eles colocam o mundo inteiro de joelhos por ela.
Ler maisO silêncio que veio depois das minhas palavras foi pior do que qualquer grito.
Os cinco estavam diante de mim. Donatello, com aquele olhar frio que fazia homens tremerem. Ângelo, sempre calculista, sempre tentando esconder o que sentia. Miguelito, Roivan e Chunal, os três que pareciam impossíveis de abalar. Mas naquele momento… Eu vi uma coisa que nunca tinha visto antes. Dor. Por alguns segundos, nenhum deles conseguiu responder. Porque pela primeira vez em quatro anos eu não estava ali como a menina que aceitava tudo. Eu não estava usando o vestido que eles escolheram. Não estava sorrindo para agradar. Não estava esperando uma ordem. Eu estava olhando para eles como uma mulher que finalmente tinha entendido o próprio valor. Donatello foi o primeiro a se aproximar. — Você realmente acredita que é isso que você é para nós? Eu ri sem humor. — Não preciso acreditar. Eu vivi isso. Ele parou. Porque aquela resposta machucou mais do que qualquer ameaça. — Eu vivi sendo escondida. Vivi sabendo que, quando a família decidisse, eu seria descartada. Vocês me deram joias, vestidos, proteção… mas nunca me deram um lugar. Ângelo fechou os olhos por um instante. — Não fala assim. — Por quê? Porque dói ouvir? Minha voz falhou, mas eu continuei. — Vocês cinco são os homens mais temidos dessa cidade. Todos abaixam a cabeça quando vocês entram em uma sala. Vocês controlam negócios, pessoas, destinos. Olhei para cada um. — Mas nenhum de vocês teve coragem de enfrentar o próprio pai por mim. Aquilo atingiu os cinco. Porque era verdade. Eles poderiam enfrentar inimigos armados. Poderiam desafiar qualquer homem. Mas dentro daquela família, diante do patriarca, eles ainda eram filhos tentando provar seu valor. Roivan passou a mão pelo rosto, inquieto. — Você acha que foi fácil para nós? Eu olhei para ele. — Não. Eu acho que vocês escolheram o caminho mais fácil. A sala ficou completamente silenciosa. Chunal, que sempre era o mais explosivo, deu um passo à frente. — Você sabe que nós te amamos. Pela primeira vez, meus olhos encheram de lágrimas. — Amor não é só dizer que ama quando estamos sozinhos. Minha voz saiu baixa. — Amor é me escolher quando todo mundo está olhando. Ninguém respondeu. Porque eles sabiam. Durante quatro anos, eu tinha sido a fraqueza dos cinco homens mais perigosos da máfia russa. A única pessoa que conseguia fazê-los sorrir. A única pessoa que entrava no escritório deles sem medo. A única pessoa que tocava neles sem que eles se afastassem. Mas agora eles estavam descobrindo uma coisa pior do que perder uma guerra. Eles estavam descobrindo como era perder a única pessoa que fazia eles parecerem humanos. Donatello segurou minha mão. Dessa vez, sem força. Sem autoridade. Apenas medo. — Eu nunca quis que você se sentisse assim. Eu puxei minha mão devagar. — Mas eu me senti. Ele me encarou. E naquele instante, o homem que todos chamavam de monstro parecia apenas alguém desesperado. — Então me diz o que fazer. A pergunta surpreendeu todos. Porque Donatello nunca perguntava. Ele ordenava. Mas comigo… Ele estava pedindo. Eu respirei fundo. — Pela primeira vez na vida… escolham. Olhei para os cinco. — Não escolham por medo do pai de vocês. Não escolham pelo nome da família. Não escolham pelo poder. Uma lágrima caiu. — Escolham se eu sou realmente a mulher que vocês dizem amar. E saí daquela sala. Pela primeira vez em quatro anos… Eu deixei os cinco mafiosos russos para trás. E eles ficaram ali, parados. Cinco homens que ninguém conseguia derrotar. Mas que tinham acabado de perceber que a única pessoa capaz de destruí-los… sempre foi a mulher que eles juraram proteger.Alguns dias se passaram.A rotina na mansão tinha mudado.Os cinco tinham saído para resolver assuntos do império, mas antes de partirem deixaram uma ordem clara.Mira não ficaria sozinha.Naquela tarde, ela estava no jardim do palácio.Sentada em uma das áreas mais bonitas da propriedade, cercada pelo silêncio das flores e pela imensidão daquele lugar.Ao redor dela, oito homens da segurança pessoal dos cinco permaneciam atentos.Não eram simples guardas.Eram homens escolhidos pelos próprios irmãos.Homens que dariam a própria vida para protegê-la.Mira estava lendo tranquilamente quando ouviu passos se aproximando.Ela levantou os olhos.Aline.Mariana.As duas vinham em sua direção.Mira fechou o livro devagar.Não falou nada.Aline parou diante dela.O olhar era frio.— Eu vou falar uma única vez.Mira apenas observou.— Fique longe dos nossos noivos. Dos nossos futuros maridos.O jardim ficou em silêncio.Mira inclinou levemente a cabeça.— Não sei do que vocês estão falando.Ma
Ela se sentou.— Eu não posso aparecer com vocês pelo jardim, pelo palácio, pela cidade.Ela balançou a cabeça.— Não posso.Ângelo tentou falar, mas ela continuou:— Elas vão trazer servas de confiança delas.Os cinco ficaram sérios.— Mateus vai permitir.Ela respirou fundo.— E essas pessoas podem virar um problema.Ela olhou para eles.— Eu continuo oculta.Uma pausa.— Se eu tiver que andar pelo jardim, eu ando protegida pelos homens que vocês escolherem.Ela apertou a mão de Donatello.— Se eu precisar ir à cidade, eu vou.— Mas fora isso, é melhor assim.Os cinco se entreolharam.Não gostavam.Mas entendiam.Porque Mira não estava pensando apenas nela.Ela estava pensando em todos.Então Donatello falou:— Entende uma coisa, Mira.Ela olhou para ele.— Nós vamos fazer um contrato.Ela franziu a testa.— Contrato?Ângelo explicou:— Dois anos.— O casamento vai existir oficialmente por dois anos.Miguelito completou:— Mas vamos fazer um acordo separado.Roivan continuou:— Um c
Quando os cinco voltaram para o quarto, ela estava sentada perto da janela.Já tinha trocado de roupa.O cabelo preso de qualquer jeito.Sem joias.Sem o vestido perfeito.Sem a máscara que ela usava diante do mundo.Pela primeira vez, eles enxergaram apenas ela.A mulher que estava cansada de lutar sozinha.Quando a porta abriu, ela olhou para os cinco.E imediatamente percebeu.Algo tinha acontecido.— Vocês foram falar com ele…Não era uma pergunta.Donatello caminhou até ela.— Fomos.Ela fechou os olhos por um instante.Já sabia.Sabia pelo olhar deles.Sabia pela forma como entraram juntos.Sabia que eles tinham feito algo que não deveriam.— O que vocês fizeram?Ninguém respondeu imediatamente.Até que Ângelo falou:— Nós dissemos a verdade.Ela levantou devagar.— Que verdade?Miguelito se aproximou.— Que você não vai sair daqui.O coração dela acelerou.— Não…Ela balançou a cabeça.— Não, vocês não fizeram isso.Donatello segurou as mãos dela.— Fizemos.Ela olhou para os c
Os cinco saíram do quarto em silêncio.Ainda estavam com as mesmas roupas da noite anterior.Os ternos escuros.Os cabelos ainda perfeitamente alinhados, apesar da noite sem dormir.Mas havia algo diferente neles.Eles não estavam indo como filhos obedientes.Estavam indo como homens que tinham tomado uma decisão.Quando chegaram ao escritório, Donatello abriu a porta sem anunciar.Mateus levantou os olhos dos documentos sobre a mesa.Ele observou os cinco.— Vocês ainda estão com essas roupas?Ninguém respondeu.O patriarca recostou-se na cadeira.— O que vocês querem aqui?Donatello foi direto.— Falar dela.Por alguns segundos, o escritório ficou em silêncio.Então Mateus soltou uma risada baixa.— Ah.Ele levantou lentamente.— Claro.O olhar dele ficou frio.— Vocês acham mesmo que eu não sei?Os cinco ficaram imóveis.— Vocês estão com essa garota há sete anos.A mandíbula de Ângelo travou.— Sete longos anos.Mateus caminhou pelo escritório.— Está na hora de trocar.O olhar de





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