Elara
O vento frio se infiltrava pela entrada da caverna, arrastando consigo o cheiro úmido da terra e o gosto metálico do medo. A chama vacilante da pequena fogueira lançava sombras dançantes nas paredes, moldando figuras que pareciam sussurrar segredos antigos. Eu podia ouvir o som ritmado da respiração de Adrian — pesado, controlado —, como se cada inspiração fosse uma batalha travada dentro dele.
Meus ossos doíam. Cada músculo tremia de exaustão. Eu havia corrido até onde minhas pernas perm