Adrian
A vila se desenhava diante de mim, simples e silenciosa, como sempre fora. Telhados de palha, paredes de barro, fumaça subindo de uma ou outra chaminé, o cheiro do pão fresco que se espalhava pelo ar. Eu já tinha passado por aquele lugar inúmeras vezes, às vezes apenas de passagem, outras observando de longe. Mas nunca foi como agora. Nunca com o coração em chamas, nunca com a mente tomada por um único nome.
Elara.
Desde a noite anterior, seu olhar não me deixava em paz. Não os olhos que