(POV Selene)
A noite na Fortaleza não era silêncio.
Era gemido. Era ferro arrastando pedra. Era gritos que não tinham dono e ecoavam pelos corredores como lamentos de fantasmas que nunca encontrariam descanso.
Deitada no banco de pedra, eu não conseguia fechar os olhos. O selo latejava como febre, queimando dentro de mim a cada instante. Ele me puxava, como se gritasse o nome de alguém. Como se dissesse: ela está perto.
Ivy.
Minha tia.
Minha última raiz antes do exílio.
A mulher que carregava n