(POV Selene)
Acordei com gosto de ferro na boca. O mundo parecia inclinado, como se o chão respirasse debaixo de mim. O ombro latejava sob a bandagem, cada batida do coração martelando contra a carne como se fosse martelo em ferro quente. Por um instante, pensei que ainda estávamos no meio da luta: folhas estalando, grunhidos, flechas zumbindo. Mas não. Era só o eco da dor nos ossos.
Dorian estava inclinado sobre mim, as mãos firmes trabalhando com a segurança de quem já viu feridas piores do q