( O Selo)
A noite cai pesada, mas o sono não é descanso.
O sono é porta.
E por ela, eu entro.
Sou o selo.
Sou corrente e destino.
Sou cicatriz viva, gravada em carne para que ninguém fuja do que já foi escrito.
Eles dormem.
Quatro corpos espalhados no mesmo espaço, como peças de um jogo antigo demais para ser esquecido. Mas eu não esqueço. Nunca esqueço.
Selene se encolhe no colchonete, o pulso contra o peito, tentando silenciar meu brilho. A respiração dela é frágil, mas dentro de mim