(POV Selene)
A Lua me chamava.
Não com palavras, mas com pulsações — lentas, insistentes, dolorosas.
Cada batida do selo era como o som de um tambor distante, marcando um ritmo que só eu parecia ouvir.
Tentei ignorar.
Tentei dormir.
Mas o corpo não obedecia.
O selo ardia, quente, vivo, e o ar da fenda parecia vibrar no mesmo compasso.
Levantei e saí da cabana.
O vento da montanha era cortante, mas não senti frio.
O calor vinha de dentro, como se o fogo que ardia em mim fosse o mesmo que aliment