Cinzas da Lua (POV Selene)
O amanhecer não chegou de repente — rastejou.
Como se o sol tivesse medo de olhar o que restou da noite.
O ar estava denso, pesado de fumaça e memória.
E a montanha, outrora viva, parecia suspirar sob o peso dos mortos.
A fenda dos Exilados era um campo de cinzas.
E, no meio dela, o povo da Lua se movia em silêncio.
Nenhum pranto alto, nenhum grito.
A dor deles era contida, quase reverente, como se chorar fosse profanar o sacrifício.
Fiquei parada, observando enquant