(POV Selene)
A floresta parecia ter engolido todos os sons. Não havia vento, nem farfalhar de folhas, nem o bater de asas que eu costumava ouvir entre os galhos. Só o barulho das nossas passadas rápidas, esmagando raízes e folhas molhadas. Cada estalo soava alto demais, como se a noite inteira pudesse ouvir.
Dorian puxava minha mão com força, sem olhar para trás. O corpo dele era um bloco rígido, cada passo firme, calculado, mas urgente. Eu tropeçava tentando acompanhá-lo, sentindo a respiraçã