A noite desceu com pressa, como se alguém tivesse soprado a luz para dentro das montanhas.
O castelo trancou os portões.
Os lobos, inquietos, rodavam em círculos, farejando um cheiro que não era de fera, nem de homem — era de fenda.
Helena não conseguia ficar parada.
A marca no ombro ardia em ondas, anunciando algo que o corpo ainda não sabia nomear.
Na torre, o vento entrava por frestas invisíveis, girava as chamas e sussurrava um nome antigo: Lyra.
Escuta, filha do Norte.
Não feches os olhos