O portão principal foi aberto ao pôr do sol.
A luz dourada da tarde atravessou o pátio como uma lâmina, cortando a névoa e o silêncio.
No centro, um homem montado em um cavalo negro esperava imóvel, a capa vermelha manchada de lama e neve.
Os lobos rosnavam baixo, farejando o ar.
O cheiro era errado — ferro, fumaça e… rosas queimadas.
Helena observava de cima das muralhas.
Assim que o viu, o corpo inteiro dela reagiu.
Um arrepio subiu pela espinha, e o selo em seu ombro começou a pulsar.
— Não