A aurora não chegou.
O sol apenas fingiu nascer — um círculo pálido atrás das nuvens que pareciam cansadas demais para se mover.
O Norte dormia em cinza, e o castelo inteiro parecia ouvir um som que ninguém admitia ouvir: a canção.
Helena despertou suando.
O corpo tremia de frio, mas a pele ardia.
As lembranças da noite anterior vinham em lampejos: o vento cortando o salão, o som que saiu de sua garganta, o toque de Kael segurando-a no limite.
Mas havia algo novo.
Na curva de seu pescoço, perto