A manhã nasceu diferente, não pela luz — que ainda entrava discreta, filtrada pelas nuvens — mas pelo silêncio. Não era ausência de som; era uma quietude organizada, como se cada ruído tivesse encontrado seu lugar correto. Ela percebeu isso ao acordar, antes mesmo de abrir os olhos. O corpo estava desperto, mas a mente não se apressava.
Ficou alguns minutos imóvel, respirando fundo, sentindo o peso exato do próprio corpo sobre o colchão. Havia algo novo ali: uma sensação de continuidade. Como s