A madrugada chegou sem pedir licença, ocupando os espaços com uma quietude espessa. Não era um silêncio vazio — era daqueles que observam, que aguardam. A casa inteira parecia suspensa nesse intervalo em que nada acontece por fora, mas tudo se organiza por dentro.
Ela não dormia.
Estava sentada à mesa da cozinha, apenas uma luz acesa, os dedos envolvendo uma xícara já fria. Pensava em como certos ciclos não se encerram com barulho, mas com entendimento. O fim raramente é um evento. Geralmente é