(Cael POV)
O primeiro som que Cael escutou foi o próprio coração.
Não era carne — era o ruído grave do sistema iniciando, um pulso elétrico tentando imitar a vida.
As câmaras de contenção de Aurora estavam vazias, mas a rede ainda respirava; e no centro, entre fragmentos de luz e ruínas de metal, Cael despertou.
A dor vinha em ecos: lembranças que não lhe pertenciam.
Uma mão que segurava outra — delicada, coberta de anéis — e uma voz:
“Prometa que não deixará que eles apaguem o que somos, Ar