Luana Monteiro — POV
O som do elevador era diferente naquele dia.
Mais grave.
Como se o próprio metal soubesse que algo prestes a acontecer vibrava sob a superfície.
Luana Monteiro manteve as mãos cruzadas à frente do corpo, as luvas pretas justas demais nos dedos.
O crachá pendia da gola como uma marca invisível.
Atrás dela, os seguranças observavam em silêncio, fardas alinhadas, expressões idênticas.
O visor à esquerda marcava: “Subnível 01 – Autorização Genevesse-Monteiro confirmada.”
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