Henrick Duval — POV
A Base Monteiro dormia de olhos abertos.
Henrick Duval caminhava pelos corredores metálicos, o som dos próprios passos ecoando como metralha abafada.
O ar cheirava a ozônio, limpeza e medo.
Acima dele, câmeras giravam lentamente, como serpentes de vidro.
Sabia que cada movimento era monitorado.
Sabia, também, que cada monitor tinha um ponto cego — porque fora ele quem os criara.
O crachá no peito dizia “Segurança Nível 4 – Setor Sigma”.
Mas aquele era apenas o disfarce.