CAPÍTULO 157
Quando a verdade sangra sem deixar marca
LUCAS SANTORO
A neve afinou para garoa quando arrastamos os dois do café. Ninguém viu, ninguém soube. Paris continuou linda do lado de fora; do lado de dentro do meu mundo, a beleza sempre foi um disfarce.
Levei os ratos para um porão a três quarteirões dali, uma garagem antiga de portas de ferro onde já escondi carros, pessoas e verdades. Piso de cimento, lâmpada fria, uma mesa de metal. Não precisávamos de sangue — precisávamos de palavra