CAPÍTULO 156
Quando proteger significa matar em silêncio
LUCAS SANTORO
Paris tinha aquela falsa sensação de beleza eterna. As luzes, o cheiro de pão recém-assado, o barulho dos carros que nunca dormem. Mas eu sabia: por baixo, cada esquina escondia olhos e dentes. E hoje… esses dentes estavam voltados para ela.
Alinna caminhava distraída, elegante, como sempre. Casaco claro, salto firme, pasta de couro junto ao corpo. Para qualquer um, era apenas uma mulher de negócios, mas para mim… ela era o centro de uma teia perigosa.
E eu, Lucas Santoro, não era apenas o “hacker” de confiança do Caio. Era o filho de sangue da Sicília, primo de Sidney Romano, e o segundo na sucessão do trono mais temido da máfia italiana. Aqui na França, eu não era sombra. Eu era o Santoro. E Paris era o meu território.
— Dois à direita, seguindo a duzentos metros. — minha voz saiu firme no microfone interno.
No ponto, a resposta veio seca:
— Visual confirmado, chefe. Quer abordagem?
— Ainda não. — apertei o casa