CAPÍTULO 89
O dia em que uma porta fechada abriu um caminho.
Caio estava sentado na beira da cama, os cotovelos nos joelhos, as mãos entrelaçadas como se estivessem segurando o próprio coração para ele não despencar. Primeiro veio o farfalhar do tecido. Depois, o som seco do fecho do estojo de maquiagem. E então, o que sempre lhe doeu mais: o staccato dos saltos dela cruzando o corredor — um compasso seguro, resoluto, que dizia sem dizer: estou pronta.
Ele prendeu a respiração. Quis acreditar q