CAPÍTULO 16
Mesmo na dor, ela ainda era abrigo.
O sol já havia se posto quando Caio finalmente conseguiu ver Alinna no velório. A capela estava silenciosa, o cheiro de flores invadia o ar pesado, e o luto parecia emoldurar o rosto dela com uma tristeza sem cor.
Ele a avistou sentada ao lado do caixão, as mãos dadas à mãe, os olhos marejados, mas firmes. Quando ela se levantou para receber as condolências de um vizinho, Caio se aproximou e, com delicadeza, segurou sua mão.
— Alinna... — e