CAPÍTULO 29
Quando o silêncio sangra mais que os gritos
O salto alto castigava os pés. O vestido, antes elegante, agora colava ao corpo pelo calor do dia. Alinna entrou no carro e soltou o ar lentamente.
— Que dia, hein, senhorita… — comentou Jarbas com um sorriso simpático. — Onde deseja ir agora?
— Que horas o senhor Eduard costuma sair do escritório?
— Costuma encerrar às 18h. Ele me pediu para deixá-la em casa e buscá-lo depois.
Ela ajeitou os óculos escuros.
— Ótimo. Vamos buscá-lo então.