CAPÍTULO 152
Quando a lealdade vira ameaça
CAIO MOREAU BASTIEN
A tela da televisão tremia em cores e sons dentro do quarto da clínica. Eu não piscava. Cada palavra dela atravessava minha pele como tatuagem em carne viva. Alinna em Paris, erguendo a voz, respondendo aos repórteres como se o mundo tivesse finalmente entendido quem ela era. Não a viúva enfeitada de Eduard. Não a boneca que esconderam atrás de cortinas. Mas a mulher que eu sempre soube que existia: firme, inteligente, imbatível.
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