CAPÍTULO 153
Quando a mentira ganha jaleco
CAIO MOREAU BASTIEN
Fiquei um tempo encarando o vazio depois que o fisio saiu. A TV de Paris ainda piscava num canto, um frame congelado do rosto da Alinna, os olhos em brasa, a boca firme dizendo “o bebê era dele”. Eu fechei os olhos para guardar aquilo e, quando abri, só restava a parede branca, o zumbido do ar e a certeza latejando: alguém tinha mexido no meu destino de propósito.
Toquei o botão de chamada. A mesma enfermeira que viu meu chão ensang