CAPÍTULO 37
Lá Onde a Alma Volta a Respirar
Quando a dor é demais, só a verdade e a água sabem nos salvar.
O vento atravessava as frestas da janela do quarto vazio de Caio. Fazendo a cortina branca dançar com suavidade. O lençol amassado ainda guardava o cheiro dele. O travesseiro… molhado.
Alinna entrou devagar. Os passos descalços não fizeram barulho, mas o coração dela gritava. Caminhou até a cama e se deitou no lado dele. Encostou o rosto na fronha e sentiu — não só o cheiro, mas a lágrima