CAPÍTULO 132
Quando o amor é maior que o contrato
O sol das Maldivas ainda se espalhava sobre a pele salgada, e Alinna se apoiava no ombro de Caio como quem queria prolongar o instante. O mar parecia murmurar despedidas, embalando o corpo dela contra o dele. Eles sabiam: aquele paraíso tinha sido refúgio, mas não seria o destino final. O futuro os chamava com o peso de uma herança que já não era mais obrigação, mas ainda era destino.
Caio, sentado à beira da varanda do bangalô, segurava o celular com a firmeza de quem se preparava para uma batalha. O olhar fixo no horizonte, a respiração controlada.
— Lucas? — a voz dele soou grave. — Quero tudo pronto. Quando chegarmos, organize a reunião. Preciso de você, do advogado da Lina do advogado do Edward e o meu na mesma mesa. Sem exceções. Leve todas as papelada e provas contra eles, os lixos que limpamos.
Do outro lado, apenas um “sim, senhor” seco, imediato.
Ele desligou e puxou Alinna para mais perto. Beijou o cabelo dela, inspirando