CAPÍTULO 133
Quando o destino tenta arrancar o amor pelas costas
ALINNA TAVARES
O corredor da sede parecia mais leve depois da reunião. Eu e Caio caminhávamos de mãos dadas, os passos em sintonia, como se o peso dos últimos meses tivesse finalmente encontrado um alívio. Ele sorria de canto, aquele sorriso que sempre carregava algo de ironia e de promessa. Eu sentia no coração que, pela primeira vez, estávamos livres.
Já íamos entrar no carro quando uma voz ecoou atrás de nós, carregada de veneno e ódio.
— Casar? Nunca, filho da puta! E essa vadia… vai ficar viúva de novo!
O tempo pareceu parar. Caio arregalou os olhos e, em um impulso instintivo, me puxou para junto dele. O corpo dele me envolveu inteiro num abraço desesperado. Eu só tive tempo de sentir o calor dele contra mim antes do estampido cortar o ar.
O impacto veio no corpo dele e eu senti o corpo dele estremecer.
— Não! — o grito saiu da minha garganta, desesperado, quando o vi cambalear.
Caio caiu de joelhos, o sangue ma