CASSIUS — Tem alguém aí? A voz de Amália cortou o silêncio da noite como uma lâmina suave… e ainda assim, perigosa. Meu corpo inteiro se retesou. Ela tinha nos visto. Ou pior… sentido. Demétrius se agitou dentro de mim imediatamente, inquieto, selvagem, faminto por algo que eu me recusava a nomear. — Cassius… — a voz dele veio carregada de urgência, quase um sussurro febril — vá até ela. — Controle-se Demétrius! — rosnei em pensamento, travando-o com força brutal. Meu coração batia pesado, descompassado, como se quisesse romper o peito. Sem hesitar, abandonei minha forma humana. A transformação veio rápida, natural… inevitável. Ossos se ajustaram, músculos se expandiram, sentidos se aguçaram. Segundos depois, eu já era como uma sombra. Oculto entre as árvores, invisível na escuridão da floresta.Distante dela. — Covarde… — Demétrius provocou, sua presença pressionando minha mente como um peso constante — ela está nos chamando. — Ela não está chamando por nós —
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