Provando um pouco do próprio veneno.
Nesse instante, o celular dele toca. Ele me encara por um segundo, depois se senta e atende.
— Lola? E papai? — pergunta, olhando diretamente para mim enquanto fala. — Graças a Deus! Onde ele está? Sei, sei onde fica. Está certo. Eu e Marina já estamos indo.
Desliga e segura meu olhar.
— Meu pai está bem agora. Já foi medicado. Ele teve um choque anafilático que causou um colapso cardiorrespiratório. Se não fosse a enfermeira reanimá-lo… se eles não tivessem agido rápido, ele… — respira fundo —