Mundo de ficçãoIniciar sessãoPor trás das roupas surradas que costumava vestir, um mundo incrivelmente estranho se escondia. Vanya sabia que sua cabeça não era um e que suas iias divergiam do que era normal. Apenas ela conseguia ver o que não istia. Apenas ela era capaz senhar perfeição um personagem visto em um sonho. Guitarrista, estudante, filho, cético, objeto sual quem o quisesse. Ainda assim, Dami não era feliz. Contudo, a vida monótona e libertina parecera ganhar um sentido especial quando estranhos sonhos se projetaram em sua mente e quando a missão aparentemente inimaginável lhe fora imposta: impedir que uma terminada garota chegasse ao Phantasos, o local proibido para hums.
Ler maisOUTUBRO – 2008— E uma homenagem à minha amiga Vanya, por estar fazendo um ano da chegada dela da Alemanha!Os olhares dos outros convidados se voltaram para a menina de blusa branca, coletinho azul escuro, calça de brim preta, sapatilhas vermelhas, cabelo preso em um coque, a pequena franja jogada para o lado e os lábios pintados de vermelho claro. Tímida, Vanya apenas estendeu a latinha de Coca que bebia, não sem antes gritar:— É só em novembro, Kazuo!— Daqui a um mês não iremos estar em uma festa como essa! Vamos comemorar hoje e agora!Palmas vieram dos outros presentes. Um dos guitarristas da Reticências começou, no violão, a introdução de Garota de Berlim, sendo seguido pelos companheiros. Entretanto, Vanya não conseguira manter o olhar fixo em Kazuo quando Damiano, o guitarrista-solo, olhava-
Ao abrir os olhos, sentiu a forte luz, ficando parcialmente cega por sua causa. Rapidamente, cerrou as pálpebras, a fim de tentar conter a luminosidade que prejudicava a sua visão. Após se acostumar, resolveu ficar de olhos abertos novamente.As imagens estavam embaçadas, como se houvesse ficado muito tempo em estado de dormência. Sentia o corpo fraco, um estranho som de bip, bip, bip era contínuo e insuportável, assim como o cheiro que entrava por suas narinas, invadidas por algum objeto desconhecido. Piscou os olhos, tentando recuperar a visão perfeita. Um teto branco acima do seu corpo. Voltando o olhar para o lado, conseguiu enxergar a janela aberta, a forte luz do sol entrando no quarto. Mais abaixo, um homem dormia, tranquilo, apoiado nos braços cruzados em sua cama, os cabelos muito escuros e bagunçados. Esforçando-se ao máximo, tentou levar a mão até ele. Queria t
Parar a espada com as mãos foi a única atitude que ele conseguiu tomar. Sangue jorrava de seus dedos feridos, ocasionando mais dores em seu corpo já flagelado pela batalha anterior. A menina, por sua vez, ainda impunha força na arma, mas estava atordoada o suficiente para tentar atacá-lo de outra forma – não esperava aquela reação. Encarava-o com dúvida, tentando compreender que tipo de defesa era aquela. A surpresa, porém, baixou a sua guarda. O rapaz, aproveitando o momento, segurou a lâmina e jogou-a ao longe. Desarmada e assustada, a garota estava vulnerável, pronta para ser vencida a qualquer instante.E com aquelas mãos feridas, banhadas por vermelho vivo, ele segurou algo que pendia da sua garganta, invisível até ali. Tão logo seus dedos o tocaram, uma extensa corrente começou a surgir lentamente, como se por encanto. Ainda assustada, a menina fit
Ela o olhou, receosa, amedrontada com a espada que estava em suas mãos. Tremia incontrolavelmente, nunca empunhara uma daquelas. E não se sentia segura.— Vamos lá, querida, use isto.A jovem voltou o olhar para trás, a mulher loura encarando-a severamente.— Mãe... – murmurou.Ele escutou seu sussurro e visualizou a bonita mulher.Os mortos nunca vêm ao Phantasos e nunca virão.É claro! Phobeto a pegara em sua fraqueza, utilizava a imagem da mãe morta para fazer a menina ceder facilmente. Um gosto amargo se formou em sua boca.— Espere! – tentou gritar, sentindo náuseas. — Essa... Isso... Não é a sua mãe!Aos poucos, ele percebeu que a imagem da bonita mulher se desfazia, dando vazão à outra figura, dessa vez, asquerosa. Tudo que via agora era apenas uma criatura gosmenta e acinze
Último capítulo