Mundo de ficçãoIniciar sessãoBelero descobre que é um semideus, filho de Poseidon, e passa a viver no meio de treinamentos, missões e criaturas mitológicas. Tudo muda quando sua melhor amiga, Lucy, desaparece e seus sonhos começam a mostrar pistas reais do que está acontecendo. Em uma missão pela Europa, ele e seus aliados enfrentam perigos além do mundo humano e descobrem uma profecia que liga seu destino ao futuro do Olimpo. Agora, Belero precisa decidir até onde vai para salvar Lucy — mesmo que isso o coloque no centro de uma guerra entre deuses.
Ler maisCapítulo 56 — O herdeiro do mar abertoO primeiro som que ouvi foi o do mundo quebrando.Não como vidro.Como realidade sendo dobrada além do limite que ela foi feita para suportar.Eu estava de joelhos novamente em Londres, mas o chão ao meu redor estava coberto por água que não deveria existir ali. A roda-gigante já não era o foco. Agora o foco era o céu.Ele estava rachando.Literalmente.Como se algo do outro lado estivesse pressionando para entrar.— Isso não está acontecendo… — Arc sussurrou, recuando.Clymene já tinha perdido a postura de caça. Agora era sobrevivência pura.— Isso não é uma criatura… isso é uma abertura.Jack estava olhando diretamente para mim.E pela primeira vez, ele parecia assustado de verdade.— Belero… o que você fez?Eu não respondi.Porque ainda sentia.O oceano dentro de mim.O trono.A sombra.Lucy.Ela estava ao meu lado agora, no mundo real também. Ou parte dela.Mas seus olhos estavam apagados.Como se algo tivesse sido puxado dela.— Ele começou…
Capítulo 55 — A abertura do abismoA água dentro de mim não voltou para o rio.Ela ficou.Como se tivesse encontrado um lugar onde sempre deveria ter estado.Meu corpo estava no chão de Londres, mas minha consciência já não obedecia totalmente ao que era físico. O som das vozes de Arc, Clymene e Jack vinha distante, como se atravessasse um túnel longo demais para ser alcançado por completo.— Belero! — a voz de Jack parecia urgente. — Resista!Resistir a quê?Essa foi a primeira pergunta que minha mente conseguiu formular antes que tudo ao redor simplesmente se dobrasse.A roda-gigante desapareceu.A cidade desapareceu.Até o céu perdeu sentido.E então eu estava no oceano.Não o oceano que eu conhecia quando tocava a água e sentia calma.Esse era outro.Mais profundo.Mais antigo.Mais silencioso.Era como se o próprio conceito de “fundo” não existisse ali. Eu não estava nadando. Eu estava sendo observado pelo abismo.E ele respondeu.Uma estrutura surgiu abaixo de mim.Não era feita
Capítulo 54 — O limite do ecoA cidade de Londres já não parecia uma cidade.O que antes era ruas, prédios e movimento humano agora era apenas uma camada fina de aparência, como tinta sobre algo muito mais antigo e instável. A realidade ali tremia em silêncio, como se estivesse tentando se manter de pé por pura teimosia. E no centro disso tudo, a roda-gigante continuava parada, inclinada, como um relógio quebrado marcando o momento exato em que tudo começou a dar errado.Eu ainda estava diante dela.E ainda sentia o olhar.Não era apenas a silhueta dentro da cabine. Era algo maior, algo que atravessava o espaço como se já me conhecesse há muito mais tempo do que qualquer lembrança minha poderia explicar.Jack deu um passo à frente, a voz baixa e firme.— Belero… isso não é um resgate comum. Afaste-se.Mas eu não consegui obedecer.Porque a voz voltou.Mais clara.Mais próxima.“Você veio… mesmo assim.”Lucy.Ou algo usando o nome dela como chave.A água do rio ao lado começou a subir
Capítulo 53 — A travessiaQuando eu avancei, não foi como andar.Foi como atravessar uma fronteira que o próprio mundo tinha esquecido de nomear.A água sob meus pés não me segurou nem me empurrou. Ela simplesmente abriu espaço, como se reconhecesse que minha presença ali não era mais uma invasão — era um encaixe.E isso foi o mais assustador.Porque nada na natureza deveria reagir assim a um semideus.Nada deveria “aceitar”.A arena líquida ao redor de nós tremulou, e por um instante inteiro Londres pareceu perder profundidade de novo, como se o mundo tivesse sido desenhado em camadas e alguém tivesse puxado uma delas para fora.Jack gritou meu nome outra vez.Mas agora a voz dele parecia distante demais, como se ele estivesse do outro lado de uma tempestade invisível.— BELERO! PARA! VOCÊ ESTÁ SENDO…A última palavra se perdeu.Clymene disparou uma flecha.Eu vi o movimento.Vi o arco esticar.Vi a energia se soltar.Mas a flecha não atravessou a barreira de água.Ela simplesmente…
Último capítulo