Otávio
O escritório era discreto. No fim de um corredor sem janelas, no terceiro andar de um prédio comercial que poucos conheciam. Álvaro Bastos atendia ali há vinte e dois anos. Conhecido por advogados de alto escalão, donos de empresas, gente que precisava de respostas e não podia deixar rastros.
Era exatamente o tipo de homem que eu procurava.
Ele me recebeu em silêncio, indicando com um gesto seco a cadeira à frente da mesa. Seu olhar era claro, sem cor definida, e parecia atravessa