Otávio
A tarde de quinta-feira se despedia lentamente, tingindo o céu com um tom alaranjado que parecia incendiar o horizonte. O vento soprava frio, carregando o cheiro de terra úmida misturado ao perfume discreto das flores do jardim. Apoiei-me na balaustrada da varanda e me permiti apenas… sentir. Há quanto tempo eu não fazia isso? Apenas respirar, sentir o vento, sentir o mundo?
Meus olhos naturalmente se voltaram para o ponto ao longe onde sabia estar a casa de Lúcia e dos tios dela. Não ha