Mundo de ficçãoIniciar sessão
Luna ao acordar sorri feliz, enfim tinha chegado o grande dia, o dia do seu casamento com Rafael, o homem a quem amava. Mesmo de olhos fechados, Luna sorri, afinal ela iria se tornar a esposa de Rafael Nunes Albuquerque, não que aquele nome fosse tão importante para ela, mas por ser Rafael o homem a quem o seu coração escolheu para amar, não por ser ele filho do maior fazendeiro da região, mas sim por ele ter a conquistado com o seu carisma e atenção.
Sonolenta ela tenta abrir os olhos, mas a voz grave de Rafael a faz despertar sobressaltada. O que Rafael estava fazendo em seu quarto? Ela pensa olhando para ele, mas logo ela percebe que aquele quarto não era o seu. Desesperada ela puxa o lençol até o pescoco, onde estavam as suas roupas? Se pergunta, assustada por estar apenas de lingerie em um quarto estranho. Rafael estava transtornado, a olhando com desprezo e ódio, lhe dizia coisas que não merecia ouvir. Sua cabeça estava um caos ela não conseguia se lembrar de como havia chegado ali naquele quarto, e o pior por que estava sem roupas? Se pergunta assutada com aquela situação. — É assim que você me ama? Você não passa de uma vagabunda. Era por isso que não me permitia te tocar, dizendo querer se entregar na noite de nupcias. Como eu sou idiota, você só estava tentando me enganar, querendo dizer que era virgem... — Rafael... — Luna tenta se levantar, mas o lençol lhe enrola nas pernas a fazendo cair de volta na cama — Eu não sei o que está acontecendo, eu nem sei porque estou aqui. — Não sabe? Pois eu te digo, você está na cama do seu amante, esse verme miserável — Só então Luna vê Gabriel caído ao lado sa cama, com sangue correndo pelo canto da boca e um sorriso de lado — Quero vocês dois fora dessa propriedade, agora! — Rafael esbraveja cuspindo cada palavra. — Amor, me escuta, eu sou inocente... — Nunca mais ouse me chamar de amor, você para mim morreu — Rafael sai do quarto com os olhos vermelhos de fúria. — Rafael... me escute, por favor — Luna corre atrás dele enrolada no lençol, mas ao chegar na sala se deparar com os pais junto com os pais de Rafael que a olham com desprezo — Rafael... por favor — Luna, todos já sabem a verdade e que você veio passar a sua última noite de solteira comigo. — O quê? — Luna pergunta, olhando para Gabriel que havia os seguido — Do que você está falando? Você está louco? — Ela pergunta sem se lembrar do que tinha acontecido para ela estar ali. — Não precisa fingir ser inocente, eu não vou acreditar em suas palavras, depois de te ver nua na cama desse infeliz — Sem mais nenhuma palavra Rafael vai embora a deixando para trás. Luna tenta correr atrás dele, mas o pai dela a impede, e sem que ela esperasse lhe esbofeteia a face, a fazendo cair. — Pai... — Luna sente as lágrimas rolar por seu rosto, o seu conto de fadas havia acabado de se transformar em um filme de terror. — Vá para casa e arrume as suas coisas, nunca pensei que você fosse me causar tamanha vergonha — Essas são as palavras do seu pai, mas ela só se pergunta para onde iria. — Pai, eu sou inocente, eu juro! — Luna sente o seu rosto doer, mas a dor em seu coração era muito maior que qualquer dor física. Sabia ter sido enganada, mas como provar algo que nem ela sabia como havia acontecido. — Vamos embora, Luna, antes que queiram nos expulsar também — Dessa vez é a mãe dela que a ajuda ficar de pé. — Mãe, eu não tenho para onde ir... — Luna fala quase que para ela mesma. — Pensasse nisso antes de trair o seu noivo... — Olhando para os pais de Rafael Luna é capaz de ver o sorriso vitorioso que eles tentavam esconder. — Arrume as suas coisas e saia de nossas terras. Você escutou Rafael, seus pais poderão continuar na fazenda, mas quanto a você, queremos que nunca mais apareça na propriedade e muito menos se aproxime do nosso filho — Altair é quem fala, se aproximando dela. Luna aquela manhã se sentiu morrer por dentro, foi expulsa da fazenda apenas com uma mala velha, onde estavam as suas poucas roupas, e algumas notas que a mãe lhe havia dado escondido do pai, mas sua tristeza maior era por ninguém ter acreditado em sua inocencia, e aos 19 anos se viu sozinha e desamparada, tendo que lutar pela sua própria sobrevivência.






