Capítulo Seis

Na manhã seguinte, Luna acorda cedo e arruma as suas coisas, já havia avisado a Alana que precisava voltar para a capital, não suportaria mais um dia na companhia dos pais de Rafael, que a olhavam com desprezo e tentaram a humilhar durante o jantar, dizendo que assuntos de família não poderia ser tratado na frente de estranhos.

— Mas sogro, ela está aqui exatamente para tratarmos dos assuntos os quais estamos falando — Alana ainda tentou argumentar, mas ao ver que os sogros não consideravam o que ela dizia, passou os ignorar, dando atenção a Luna.

— Alana, eu penso que essa garota não saiba diferenciar um bom vinho de uma sangria de boi, é essa a nossa preocupação, não queremos que seja servido qualquer coisa para os nossos convidados, espero que você entenda — Altair argumenta, não querendo conflitos com a nora.

— Senhor Altair, o casamento é meu e eu não seria louca de escolher qualquer pessoa para organizar, a empresa de Luna, apesar de nova no mercado, é bem conceituada e me foi recomendada por pessoas que eu conheço — Alana responde visivelmente perdendo a paciência,

— Não se preocupe Alana, eu entendo os seus sogros. E para ser honesta, eu realmente não sei diferenciar um bom vinho de uma sangria de boi, principalmente por eu não apreciar bebidas alcoólicas, mas nossa empresa conta com pessoas capacitadas para esse serviço, além disso algumas bebidas já são mundialmente conhecidas por seu sabor único, como o senhor bem deve saber — Luna de forma educada, foi capaz de responder a todos os questionamentos dos ex sogros, sempre de forma profissional, não deixando margem para dúvidas relacionadas à sua competência.

— Rafael me deu carta branca, e eu confio em Luna, eu sei que não vou me arrepender dessa escolha — Alana não precisava do aval dos pais de Rafael, a festa estava sendo patrocinada por seus pais e não seriam os sogros que iriam fazê-la mudar de opinião, só para agradá-los — Está decidido! Luna os surpreenda, é só o que eu te peço — Alana com essas palavras pôs um ponto final na conversa.

— Farei isso, não se preocupe, eu irei surpreendê-los — Luna responde simulando um sorriso, isso depois de beber um gole de água para suportar aqueles dois a fulminando com o olhar carregado de ódio.

Luna, prefere esquecer a noite que teve na companhia dos ex sogros e depois de se vestir com uma calça alfaiataria marrom e uma camisa de botões de um tom mais claro, deixando de lado o jeans, Luna desce para se juntar a família da noiva, que aguardavam a chegada do noivo. Só depois que ele chegasse, Alana permitiria que ela fosse embora, já que escolheriam juntos o local para a cerimônia.

Luna sentia as mãos suarem, mas conseguia esconder o seu nervosismo com sorrisos falsos, inclusive para os pais de Rafael que pareciam estar tensos. Altair, mesmo agora em uma cadeira de rodas, continuava com sua postura arrogante e autoritária. Luna não sabia o que tinha acontecido para que ele estivesse naquele estado, mas ela é que não iria perguntar.

Quando Rafael chega, todos o esperavam na sala e Luna precisou usar todo o seu autocontrole para se manter fria, mesmo que isso fosse praticamente impossível, pois ver Rafael era algo que não planejava. Tentando adiar aquele momento ela se afasta, indo em direção a janela e quando Rafael encontra a família, ela é capaz de imaginar o seu sorriso e o seu jeito descontraído de ser.

— Um dia longe de você é como uma eternidade — Alana fala o abraçando e nessa hora Luna os olha.

— Também senti saudades — Rafael responde, lhe fazendo um carinho nas costas — Pai, mãe, que bom os encontrar aqui — Rafael ainda sorria, mas antes de abraçar os pais, os seus olhos se deparam com os de Luna, aquela que o traiu da pior forma, aquele que lhe roubou o coração e pisoteou depois, aquele que o fez viver um dos piores dias da sua vida.

Seu sorriso morre por completo, mas Alana parece alheia a tensão do seu corpo, que fica rígido ao se deparar com a mulher que ele mais amou na vida.

— Amor, essa é Luna, ela é quem está cuidando do nosso casamento — Aquela informação faz Rafael perder a cor, e tudo se torna pior quando Luna vai em direção a ele como se não o conhecesse — Luna, esse é Rafael, o meu noivo.

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