Mundo de ficçãoIniciar sessãoLuna fica sem ação ao ver que olhos verdes a encaravam como se estivesse vendo um fantasma, um frio percorre por sua espinha, sentia um pavor ao olhar para aquela mulher que um dia tanto a insultou, com palavras que a faziam se sentir pequena e miserável. Isso, mesmo antes do seu casamento ser cancelado por causa de uma armação que lhe foi preparada, e Luna acreditava ser essa pessoa uma das culpadas.
— Sogrinha querida, essa é Luna, a cerimonialista, Luna essa é Yolanda a minha sogra. A senhora conhece Luna, Sogrinha? — Alana pergunta, olhando de uma para a outra, vendo a sogra olhar fixamente para Luna. — Cerimonialista? Desde quando esse tipo de gente consegue organizar alguma coisa... — Yolanda responde, mas Alana pensa ser devido ao jeito simples de Luna de se vestir. — Penso nunca ter visto a sua sogra antes, mas talvez ela esteja me confundindo com alguém, penso eu — Luna responde com um sorriso forçado, depois de recuperar a calma, o melhor era fingir que não a conhecia. — Sogrinha, não olhe a aparência, saiba que Luna é muito qualificada. Uma pessoa de minha confiança me indicou sua empresa, e Luna me prometeu que fará do meu casamento o evento do século, não é mesmo Luna? — Luna a olha, sabendo agora quem era o noivo de Alana. Era difícil acreditar que o mundo fosse tão pequeno, afinal Rafael o noivo de Alana era o mesmo Rafael que a abandonou no dia do casamento sem dar a ela o direito de se explicar. Dormir na cama de Gabriel não a fez deixar de ser virgem, mas a fez deixar de ser amada por aquele a quem entregou o coração, acreditando que nada seria capaz de os separar, mas uma armação o fez a mandar embora. — Eu duvido muito que ela seja capaz de organizar uma festa tão grande, com pessoas importantes como convidados — Yolanda responde olhando Luna com desdém. — Com toda a certeza eu farei do casamento do seu filho o evento do ano. Todo casal apaixonado merece uma cerimônia marcante, a senhora não acha? — Luna desafia Yolanda com o olhar e um duelo surge entre elas. — Eu não quero essa mulher cuidando do casamento do meu filho, ela não me transmite confiança. — Não? — Alana pergunta sem entender — Mas eu posso saber o motivo, sogrinha? É que ela conseguiu captar cada detalhe do que eu pedi — Alana argumenta de forma dramática — E se a senhora estivesse no casamento dessa minha amiga entenderia o que eu estou falando, foi impecável — Alana estava disposta a manter Luna à frente de tudo, ela não queria contrariar a sogra, mas também não queria ficar atrás da amiga que indicou a empresa de Luna. — Tenho pessoas mais experientes para cuidar disso, pessoas que também conseguirão captar o que quer. — Yolanda responde e Luna a encara com uma sobrancelha arqueada — Me diga, quantos casamentos de pessoas como nós você já organizou? — Yolanda pergunta com a intenção de humilhar Luna. — Quer mesmo o meu currículo? Se eu te enviar ficará admirada, confesso que nunca organizei um casamento na roça, mas sempre existe a primeira vez e estou muito empolgada com a oportunidade. — Você sabe com quem você está falando? Não somos roceiros, somos fazendeiros, não queira nos ofender. — Alana, vejo que a sua sogra não simpatizou muito comigo, talvez ela se sinta mais importante que o desembargador, pai da sua amiga que nos indicou. — Sogrinha... — Alana tenta argumentar, segurando a mão da sogra — Vamos entrar, e assim Luna te passa todos os detalhes do casamento, não é mesmo Luna? — Alana praticamente empurra a sogra para dentro da mansão onde os pais de Alana moravam com alguns empregados e dois filhos homens e suas esposas — Ela foi a responsável pelo casamento da filha do desembargador Kurt... — E assim Alana segue com seus argumentos. — Oi filha, algum problema? Vejo que está nervosa, vai me dizer que Rafael não vai se juntar a nós nesse final de semana — A vontade de Luna era sumir, desaparecer daquele lugar, nem em seus maiores pesadelos pensou em reencontrar Rafael para planejarem juntos o casamento dele com outra.






