A noite no porto era fria e cheirava a sal, ferrugem e segredos. Longe da vida pulsante do morro, ali reinava um silêncio industrial, quebrado apenas pelo gemido distante dos navios e pelo uivo do vento entre os contentores empilhados como gigantes adormecidos. Era o cenário perfeito para uma emboscada. Era o tabuleiro escolhido por Isis.
No QG improvisado, montado no andar de cima de um galpão cedido por um aliado, a luz era fraca, e a tensão, palpável. Sobre uma mesa, a planta do frigorífico