O comboio subiu as vielas do Morro da Kerosene não com a urgência da fuga, mas com a solenidade de uma procissão. À medida que avançavam, as luzes das casas se acendiam, uma a uma, como velas a saudar o regresso. Não havia gritos de festa, não havia fogos de artifício. Havia algo mais poderoso: um silêncio respeitoso, uma comunidade que esperava em vigília.
Quando os carros pararam em frente à ONG Raízes do Morro, a multidão já estava formada. Eram mães, crianças, idosos, os meninos do corre,