O carro atravessava a noite como um grito. Dentro, o silêncio era pesado, mas o ar, cortante. Bê estava desacordado, sangrando muito. Corvo dirigia como um louco, Zóio pressionava o ferimento com as mãos, e Isis tremia no banco do passageiro da frente. O cheiro de sangue e pólvora ainda estava ali.
— Ele vai morrer. — Isis disse, sem olhar pra ninguém, os olhos fixos na estrada. — Por causa de vocês. Por causa dele.
Zóio respondeu, com a voz firme:
— Ele vai viver. E Theo não é culpado disso