Theo estava sentado no colchão do quartinho, o caderno aberto no colo, a caneta tremendo entre os dedos. O barulho da festa ainda ecoava lá fora, mas pra ele, parecia distante, abafado, como se o mundo já estivesse em outro plano. Era a última página.
Ele escreveu como quem sangra. Contou sobre sua decisão. Sobre o medo. Sobre o amor. E sobre o preço da paz. Aquele arquivo não era só dele. Era do morro. Era da verdade.
> “Se você tá lendo isso, é porque não deu pra voltar. Mas não deixem a lu