O ar no estúdio de rádio era gelado, filtrado por saídas de ventilação que pareciam respirar junto conosco. A música ainda vibrava nas paredes, aquele eco doce e doloroso da nossa primeira apresentação pública oficial, mas o clima mudou no segundo em que o homem de terno saiu. O envelope preto sobre a mesa de som parecia um buraco negro, sugando toda a luz e a alegria que tínhamos acabado de conquistar.
Theo ainda estava sentado ao piano, suas mãos descansando sobre as teclas. Ele olhava p