A masmorra estava mergulhada em penumbra, iluminada apenas por tochas presas às paredes de pedra. O ar era pesado, carregado pelo cheiro de ferrugem, madeira úmida e pólvora. Vitório entrou primeiro, os passos firmes ecoando no espaço, seguido por Mateu e Enzo. Ao lado deles, o Baran já preparava uma pequena mesa com recipientes de vidro e frascos que guardavam suas famosas bebiragens.
A mulher capturada estava amarrada a uma cadeira de ferro no centro da sala. Apesar da postura ereta, seus olhos denunciavam medo. Ela tentava se manter altiva, mas o suor escorrendo pela testa e as mãos crispadas mostravam que a fachada estava prestes a ruir.
Baran se aproximou com calma, sem levantar a voz.
— Vai beber. — disse, oferecendo-lhe um copo de líquido escarlate. — Não se preocupe, não vai te matar… ainda. Mas vai fazer a tua língua soltar.
Ela hesitou. O olhar dela procurou Vitório, como se buscasse piedade, mas encontrou apenas um semblante de ped