O Anel da Cigana
O almoço terminava entre sorrisos e provocações. Sarah, como sempre, trazia leveza ao ambiente pesado da Fortaleza. Quando todos começaram a se dispersar, ela virou-se para Vitório com aquele olhar verde que parecia sempre enxergar além.— Meu Don… — disse baixinho, apenas para ele ouvir. — Não demore muito hoje. Esta noite é nossa.Vitório arqueou uma sobrancelha, divertido.— E os prisioneiros, cigana?— Basta um. — ela retrucou, firme. — Assista apenas ao primeiro interrogatório. Os outros… deixe por conta do Baran e dos homens que ele está ensinando. Você já viu que ele é meticuloso. Não precisa sujar suas mãos ou perder tempo precioso. Eu… vou estar esperando por você. E não posso esperar muito.Ela disse isso com uma provocação suave nos lábios, e a mesa inteira ainda se lembrava das suas ousadias anteriores. Mateu sorriu de canto, Enzo revirou os olhos, mas ninguém ousava interromper.Vitório soltou um