Vitório abriu a porta do quarto, o peso das decisões e das revelações ainda latejando em sua mente. Mas, ao cruzar a soleira, tudo aquilo pareceu se dissolver no instante em que seus olhos pousaram sobre Sara.
Ela o esperava de pé, encostada na lateral da cama, com um brilho de fogo nos olhos verdes. Não havia medo ali — apenas a segurança de quem conhece seus próprios dons e sabe usá-los.
— Os Rivera pensavam que eu era uma brincadeira… — disse, aproximando-se lentamente, cada palavra carregada de ironia e veneno. — Se tivessem conseguido me levar para lá, todos eles teriam morrido envenenados. Eu, escrava de um Rivera? Jamais. Eles não fazem ideia do que estavam trazendo para si mesmos. Mas agora… acabaram sentenciando a destruição deles. Não é, meu Don?
Vitório parou diante dela, sério, buscando as verdades escondidas em suas palavras.
— Você sabia que eram eles?
Ela sorriu de lado, com aquele ar de quem sempre sabe mais do que di