Vitório despertou antes do sol nascer completamente. Os primeiros raios filtravam-se pela janela, dourando os lençóis ainda emaranhados do lado da cama onde Sarah dormia tranquila. Ele a observou por alguns segundos, aquela chama indomável que conseguia domar o seu coração de ferro. Mas hoje, havia outra prioridade.
Ele se inclinou, depositou um beijo na testa da esposa e murmurou:
— Cigana... hoje não vou poder esperar pelo teu banho. Enzo e Mateu me chamaram cedo. Precisamos conversar sobre o que eles descobriram. Te espero no café da manhã.
Sarah, ainda sonolenta, abriu os olhos verdes faiscantes, que pareciam enxergar além da realidade. Ela sorriu de canto, mas sua voz veio firme, como um presságio:
— Ok, meu Don... mas se prepare. Hoje você terá batalha. Não apenas com armas, mas com a mente. Provavelmente terá que mandar pessoas viajarem. E, por favor, seja mais esperto do que os rivais: não mande apenas os seus homens. Peça para o