Vitório ergueu-se no centro do salão, os olhos faiscando. Todos os presentes — soldados, Mateu, Enzo, Baran, o pai de Sara, o chefe da tribo cigana, além de alguns anciãos — o encaravam em silêncio. O ambiente estava carregado de expectativa.
— Coloquem nas carroças dos ciganos o armamento necessário para as mulheres se defenderem — ordenou, com voz grave. — As crianças ficam. Os idosos ficam. Não quero expor inocentes. Nós cuidaremos dos que permanecerem. Mas preciso da colaboração de todos vocês, porque não é apenas a máfia italiana que está sendo afrontada.
Fez uma pausa, deixando o silêncio pesar. Então prosseguiu:
— O grupo Rivera mandou que uma das filhas de vocês fosse sequestrada para ser escrava. Eu fui até lá e tirei essa cigana das mãos deles. Não a deixei ser reduzida. Transformei-a em minha esposa. Hoje foi Sara. Amanhã poderia ser qualquer filha de vocês.
Um murmúrio correu entre os ciganos. O chefe da tribo fechou os punho